quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Prisão Perpétua

Como agir diante da penitência
de ter lhe conhecido?
Conhecer-te é amar-te
e amar-te é minha pena perpétua.

Dessa condenação na qual sou réu
Tu és cúmplice… Ou alvo do meu furto?
Seus olhos verdes cor do mar,
O corpo, escultura perfeita
O jeito de homem-garoto
Tudo em você me corrompe…

Culpada eu sou inteira…
Desde o olhar que te ganhou
Às pernas que hoje, se entrelaçam em seu tronco.
Desde os pensamentos que só vagam em nossos assaltos
Ao corpo que só dança ao seu luar.

E num delírio,
Resta-me agora só curtir
Suas ásperas mãos a me algemar
O braço forte a me carregar
E da morte, descansar em seus músculos...

Tanta beleza, tanta riqueza...
Que minhas mãos leves jamais sonharam em tocar
Um luxurioso encanto
Que exala desses angélicos caracóis
Do leão que caça,
e do coração que pulsa lenta e pacientemente.

Confesso, morro de tanto desejo,
e mato de tanto amar...
Como negar?
Sei que não me arrependerei de tê-lo vivido!
E essa pena que fico a cumprir
A prisão que me abraçará

Estranhamente
É a minha mais louca e perpétua liberdade

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